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PAI NOSSO PARTE 1


Jesus Cristo quis que o termo “Pai” fosse a primeira palavra com a qual nos dirigíssemos a Deus em nossa oração, assim como a Igreja, em seus primórdios, quis que a primeira ênfase em nossa Profissão de Fé, quando recitamos o Credo, fosse “creio em um só Deus, Pai ...”, querendo nos informar que somos todos uma família, filhos de um só Deus Pai, revelando-nos que Deus não é um juiz, nem uma força elevada, mas sim um Pai que nos ama ilimitadamente.

​​ O Cristianismo, então, em seu sentido mais profundo e primário, é uma religião de “paternidade”, o que significa que ele não foi fundado sobre conclusões ideais éticas, filosóficas ou intelectuais, mas baseado em uma experiência viva do amor que inunda toda nossa vida, o amor pessoal de Deus Pai para conosco.

Deus nos fez seus filhos e irmãos de seu Filho Jesus, como o apóstolo Paulo disse: “Porque recebestes (nós recebemos) o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos (a Deus): Aba, Pai ... a fim de que seja (Jesus) o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8:15, 29). “Aba” é uma palavra aramaica que era usada pelos filhos pequenos para chamarem seu Pai. Sendo assim, em Jesus Cristo fomos dignificados para chamar nosso Deus de “Pai”, e por isso devemos, toda vez que rezamos o Pai Nosso, agradecer a Deus por nos conceder esta graça altíssima.

No rito do Batismo cantamos: “Vós que fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes. Aleluia”. No Batismo nós nos revestimos de Jesus Cristo, e aderimos à família da Igreja, corpo místico de Jesus Cristo, recebendo assim o espírito da adoção, pelo qual chamamos Deus de “Pai”, sendo seus filhos amados.

Esta característica que distingue os cristãos como uma família de um Pai , propõe-lhes um laço que ultrapassa todas as diferenças, e exclui toda divisão e discriminação, isto é, o laço de fraternidade com toda a humanidade. Isso nos encarrega da responsabilidade de cuidar de nossos irmãos em suas necessidades. Não podemos pronunciar a expressão “Pai nosso”, no momento em que fechamos os olhos para os nossos irmãos. Se amarmos a Deus, haveremos de amar toda a humanidade, inclusive nosso inimigo, pois ele também é filho de Deus Pai.

“Pai nosso”: esta frase diviníssima não pode ser pronunciada por nós se não arrancarmos de nossos corações cada traço de ódio, de rancor, de egoísmo e de violência.

Ao dizermos “Pai nosso” nos colocamos no coração de Deus Pai, para depois expandirmos nossos corações para todo irmão e ser humano à nossa volta.

Amém

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