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Domingo de Páscoa Brasília, DF


Al Massih Kam!

Reverendos Padres,

Digníssimos Conselheiros desta Igreja,

Caríssimos fiéis e amigos,

Hoje celebramos a Festa das Festas, A Ressurreição do Senhor Jesus Cristo. Os cânticos da Páscoa nos levam para a melhor expressão e significado desta Festa Magna.

Tropário: Cristo ressuscitou dos mortos, pisando a morte com a morte e dando a vida aos sepultados.

Este Canto é repetido pelos fiéis muitas vezes em cada cerimônia Litúrgica até o Dia da Ascensão de Jesus Cristo para o céu.

Temos também outro cântico que, com poucas palavras explica o acontecimento e resume o significado da Festa: Disse: Desceste ao túmulo, o imortal, destruíste o poder do inferno e a morte. Ressurgiste vitorioso ó Cristo Deus.

Isso destaca o verdadeiro conflito que há entre a vida e a morte, nos apresentando como que numa batalha, numa guerra.

Na verdade, esta é a batalha entre a vida e a morte, entre o bem e o mal, entre Jesus Cristo, fonte do bem e da vida, e os demônios, fonte do mal e causa da morte. Os fieis na terra e os anjos, no céu, vivem a alegria do triunfo, e os demônios, no inferno, sofrem a derrota.

Tudo isso aconteceu pela humanidade, por nós, por nossa causa, por esse homem que o próprio Deus criou à sua imagem e semelhança, e amou com amor ilimitado, amor que o levou a sacrificar seu único Filho, entregando-o à Paixão, Cruz e Morte.

Aparecendo como qualquer homem, humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz!” como um criminoso. Mas no final, Cristo ressuscitou vitorioso no terceiro dia!

A vitória, nessa batalha, é do Senhor Jesus. A cruz, em si mesma, e a paixão foram a base dessa vitória, a qual não foi visível na Sexta-Feira Santa, na Cruz, mas claramente expressa e manifestada no Domingo da Ressurreição.

Pois Cristo ressuscitou dos mortos, e, por sua Santa e Gloriosa Ressurreição, nos libertou do temor e, assim, obtivemos com Ele, a vitória e a vida eterna.

Queridos,

Depois da morte e Ressurreição de Cristo não podemos mais temer as trevas, as forças do mal neste mundo, como declarados, através das palavras de São João Crisóstomo, em seu sermão pascal, que diz:

“Ninguém chore por seus pecados, porque o

perdão pascal jorrou do túmulo vazio; ninguém tema a morte, porque a morte do Salvador libertou a todos. Ele destruiu a morte quando a ela se submeteu; despojou o inferno quando nele desceu.”

E continua, São João Crisóstomo, com fé e alegria da salvação, mostrando a derrota da morte, dizendo:

“Ó morte, onde está teu aguilhão? Ó inferno, onde está tua vitória?

Cristo ressuscitou e foste arrasado!

Cristo ressuscitou e os demônios foram vencidos!

Cristo ressuscitou e os anjos alegraram-se!

Cristo ressuscitou e deu vida a todos!

Cristo ressuscitou e nenhum morto ficou no túmulo!

Cristo ressuscitou dos mortos e tornou-se o Primogênito de todos os mortos.”

Esse acontecimento maior do mistério de nossa

redenção, que é a Ressurreição de Jesus, mostra que o amor é mais forte que o ódio, que o bem é mais forte que o mal, e que a vida é mais forte que a morte, pois o próprio Jesus aceitou voluntariamente a morte e ressuscitou dos mortos ao terceiro dia.

Portanto, a morte, como o fim de tudo, já não existe, seu poder foi anulado; a morte se tornou uma passagem de cada fiel para a vida eterna com Jesus.

Finalmente, queridos,

A Páscoa é festa das festas, festa de alegria e felicidade, a Santa Ressurreição do Cristo é nossa suprema alegria. A Fé Cristã, o Cristianismo, sem a Páscoa, seria vão, novamente segundo as palavras do Santo Apóstolo Paulo: “Se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é sem fundamento...”

O que distingue a fé cristã é a alegria, que está simbolizada na saudação entre os cristãos, nesse período pascal: “Cristo ressuscitou!”

É esta alegria celestial, alegria eterna, que desejamos a todos que aqui estão, a seus familiares, a nossos Sacerdotes, a nossos Conselheiros, e a todos os nossos amigos, rogando a Jesus Cristo Ressuscitado, que nos revista deste manto resplandecente da glória e alegria pascais, que nos torna orgulhosos de seu Santo Nome, de sua Paixão, Morte e Ressurreição, e seu amor ilimitado.

Queridos,

Não se esqueçam, em sua alegria e orações, de rezar por todos que, neste mundo, necessitam da misericórdia de Deus.

E hoje em especial rezei para os sequestrados entre eles nossos queridos Arcebispos de Alepo e os sacerdotes e outros de nossos fiéis.

Hoje e nestes dias, enquanto falamos da alegria

Pascal e a sentimos, ainda há dor em nosso coração ao olharmos para a situação do mundo, para sua tribulação, especialmente para o sofrido povo do Oriente Médio, o povo injustiçado, homens e mulheres inocentes que sofrem a morte sem culpa, por causa da arrogância de alguns países e pela ignorância, barbaridades e fanatismo de algumas pessoas e grupos.

Sim, a guerra é uma situação que existe desde o início dos tempos mas que muito se agravou nestes dias, pela avançada tecnologia das armas e artes de sofrimento e morte.

Nesta ocasião, rezamos por aquele povo em geral, por nossos familiares e amigos, pelos sequestrados Arcebispos e Sacerdotes, pelos fiéis inocentes, pelo mundo árabe, em especial pela Síria, Líbano e Palestina, terra onde Jesus nasceu, morreu e ressuscitou, dizendo-lhes:

“Irmãos, sejam pacientes pois a paixão e o

sofrimento não são eternos; ao final, com certeza, o bem triunfará, virá a vitória, a vontade de viver e a fé em Deus vencerá a morte.

Deus abençoe a todos!

Dom Damaskinos Mansour

Arcebispo Metropolitano

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