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Festa dos Apóstolos Pedro e Paulo


Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Caríssimos fiéis.

Disse o Senhor: “Onde estiverem reunidos dois ou três em meu nome, eu estarei no meio deles.”

Acreditamos que o Senhor está conosco de forma invisível, abençoando este encontro espiritual em nome do Senhor.

A Igreja no Oriente e no Ocidente celebra o dia dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, considerando-os Príncipes dos Apóstolos. Eles nasceram e cresceram no Oriente e a partir do Oriente, onde nasceu o Sol da Justiça - Jesus Cristo, transmitiram a luz da fé verdadeira para todo o mundo, tendo sido martirizados em Roma, capital Ocidental do Império Romano.

Nós sentimos grande honra e orgulho por estes dois Santos, chamados príncipes dos Apóstolos, terem fundado a Igreja em Antioquia e o Trono Patriarcal Antioquino, do qual somos filhos e recebemos o nome “antioquinos”, Igreja Antioquina.

Como a maior cidade de nosso país e Estado tem o nome do grande Apóstolo Paulo, onde está nossa sede Arquiepiscopal, queremos falar hoje, de maneira especial, sobre a vida desse santo.

Já se disse que sem o ministério missionário e as Epístolas do apóstolo Paulo não teria havido a divulgação do Cristianismo em todo o mundo.

Isto mostra sua importância na história do Cristianismo e na divulgação da Boa Nova, o Evangelho de Jesus Cristo.

O Apóstolo Paulo, nascido em Tarso, na Cilícia, região da Ásia Menor, viveu na Palestina, converteu-se em Damasco, na Síria, foi para a Arábia, passou pelo Líbano, chegando depois a Antioquia, onde os discípulos de Jesus Cristo foram pela primeira vez chamados “cristãos”, como lemos no livro dos Atos dos Apóstolos.

De Antioquia ele passou por toda a Europa, detendo-se em Atenas e Roma, as maiores cidades do Império Romano.

Quase dois mil anos se passaram e o nome de São Paulo ainda é repetido em todas as Igrejas do mundo, como grande mestre, grande filósofo e o quinto Evangelista.

Sim, ele foi martirizado em Roma, mas nós acreditamos que o mártir não morre, pois seus ensinamentos permanecem como um tesouro para todas as gerações.

É necessário meditarmos um pouco hoje sobre este Apóstolo, Padroeiro de nossa Igreja e fundador de nosso Trono Patriarcal em Antioquia.

Paulo, como lemos nos Atos dos Apóstolos, tinha o nome de Saulo.

Ele tinha dupla nacionalidade: hebraica e romana.

Após a Ressurreição de Jesus Cristo, ele estava presente no apedrejamento do primeiro mártir cristão, o Diácono Santo Estevão, e, posteriormente, deixou Jerusalém com autorização para ir a Damasco e prender e perseguir os seguidores de Jesus de Nazaré, mas o próprio Jesus Cristo lhe apareceu na entrada da cidade de Damasco e iluminou com forte luz sua mente e o chamou a servi-lo.

Recomendamos que todos leiam este belíssimo fato histórico do Cristianismo, no livro dos Atos dos Apóstolos, que narra a conversão de Saulo, que se tornou o Apóstolo Paulo.

Ele se transformou radicalmente de perseguidor em defensor da Fé Cristã.

Quem poderia imaginar o lobo Saulo, após o batismo, transformado em Paulo, o bom pastor do rebanho de Cristo e seu protetor contra os lobos?

Mas para Deus tudo é possível.

Isto é o que acontece com cada homem que aceita a luz de Deus, ouve sua voz e compreende seus mandamentos.

De todos os seus ensinamentos, o que mais se destacou foi sobre o amor.

Para ele o amor é tudo, renova o homem e faz dele nova criatura.

As epístolas de São Paulo são uma voz da fé viva.

Nelas encontramos todos os ensinamentos e doutrinas cristãs, chamando todos a viverem de acordo com elas.

Muitos crêem que os ensinamentos do Santo Evangelho são apenas uma teoria, impossível de se aplicar a nós.

O Santo Apóstolo ensina que isto é possível, pois ele mesmo assim viveu e se tornou exemplo para nós, e ele nos ensina:

Sobre a humildade, quando diz: “eu sou o menor dos apóstolos...”

Sobre a paciência: “assim como os sofrimentos de Cristo são abundantes para nós, assim também, por Cristo, é abundante a nossa consolação.”

Sobre o amor, quando diz: “Mesmo que eu fale em línguas, a dos homens e a dos anjos, se me falta o amor, sou um metal que ressoa, um símbolo retumbante.”

Ele nos fala sobre sua luta e sofrimentos pessoais, como lemos em sua Epístola aos Coríntios: fadigas, prisões, açoites, perigos de todo tipo, vigílias, fome e sede, jejum, frio e indigência.

Ao fim, ele nos diz: “Por causa de Jesus Cristo, meu Senhor, perdi todo e considero tudo isso como lixo, a fim de ganhar a Cristo.”

Por tudo isso, nos o apresentamos como modelo a todos os cristãos, pois ele pôde dizer: “Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo.

Seus ensinos superaram os ensinamentos e filosofias do mundo e, após dois mil anos, permanecem palavras de ouro, palavras eternas.

Segundo alguns escritores cristãos, São Paulo pode ser chamado o quinto Evangelista, pois caso se perdessem os Santos Evangelhos, deles teríamos conhecimento pelos escritos do Santo Apóstolo.

Queridos,

Ter este espírito do Apóstolo Paulo deve ser hoje o objetivo de todas as famílias cristãs, para que sejam fonte de luz, paz e amor para toda a comunidade, a família maior.

Se queremos famílias fortes e permanentes, devemos plantar as palavras divinas, palavras de ouro, como as do Apóstolo Paulo, nos corações e nas mentes de nossos filhos e netos.

O Apóstolo Paulo é um santo que não pode ser esquecido.

A hinografia própria de sua festa é muito rica e mostra a importância mundial deste homem santo e resume seu significado.

Um hino diz: “Tarso alegra-se, venerando seu nascimento.

Damasco orgulha-se, porque nela ele aceitou o chamado e a luz do Senhor e se transformou, com suas palavras, em luz para todo o mundo.

Antioquia orgulha-se dele como mestre, pregador e missionário que lhe trouxe a mensagem de amor e salvação.

Atenas orgulha-se e o considera o condutor dos pagãos ao verdadeiro Deus.

Roma orgulha-se por ter recebido seu sangue no martírio, santificando sua terra”.

Os hinos desta festa de São Pedro e São Paulo fazem menção dos dados biográficos transmitidos pelas Sagradas Escrituras em relação aos dois santos e, ao dirigir-se a eles, exaltam sua missão providencial no seio da Igreja e no mundo, suplicando-lhes, por fim, em favor de todos.

Em um destes hinos, lemos:

“Com quais hinos espirituais poderemos exaltar Pedro e Paulo? Eles são as asas do divino conhecimento, difundido até os confins da terra e que se ergue até o céu; são as duas mãos do Evangelho da graça e os dois pés da pregação da verdade; são os dois rios da sabedoria e os dois braços da cruz, com a qual Cristo, o misericordioso, aniquila o orgulho dos demônios”.

“Uma festa jubilosa hoje ilumina os confins da terra e nós todos celebramos este solene dia aclamando:

Alegra-te, ó Apóstolo Pedro, amigo verdadeiro do teu Mestre, Cristo nosso Deus!

Alegra-te, ó muito amado Paulo, pregador da fé e instrutor do universo!

Ambos santos e privilegiados, pedi com coragem ao Cristo nosso Deus para que salve as nossas almas”.

Para encerrar queremos destacar um fato que demonstra a importância e grandeza desta festa:

Esta comemoração anual, grandiosa festa dedicada aos Apóstolos Pedro e Paulo é, um evento de vital importância dentro da Ortodoxia, e em especial nos municípios de São Paulo e Santos, onde está incluída no calendário oficial de eventos dos dois municípios como o “Dia da Ortodoxia” desde o ano de 1995.

Mais uma vez agradecemos a todos por sua atenção, lembrando que a participação nestas festividades nos dá forças, renova e fortalece a ligação com nossas origens e tradições religiosas orientais, que recebemos de nossos pais, já por dois mil anos, e desejamos, com toda sinceridade, transmitir a nossos filhos.

Deus vos Abençoe.

Dom Damaskino Mansour

Arcebispo Metropolitano

Brasília, 30 de Junho de 2.012

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